Uma lição desta crise, é que o antigo gerente de banco, aquele do Banco do Brasil que conhecia todo mundo, é um agente estabilizador e catalisador da economia.
Precisamos dar novamente poder ao gerentes de crédito, e não menos como fizemos nos últimos 50 anos.
Ele teria lhe emprestado se você perdesse o emprego mas fosse competente, ele parcelaria seus débitos em atraso, em vez de tomar a sua casa para vender rapidamente no “mercado” causando esta enorme crise imobiliária.
A Crise de 1929
A Crise de 1929 deu um enorme impulso à ciência econômica.
Centenas de cursos e centros de pesquisa foram criados, e a crise de 1929 deve ter sido o assunto mais estudado nestes últimos 80 anos.
Dela surgiu a promessa de que nunca mais crise como esta aconteceria graças ao Keynesianismo e o Neoliberalismo da Escola de Chicago, que prometiam conhecimentos que garantia que uma crise destas nunca mais seria vista.
Criaram um Banco Central Independente para impedir que o governo eleito pelo povo, numa medida populista, baixasse os juros por exemplo.
O FED foi colocada acima da democracia, para garantir estabilidade financeira e a opinião pública aceitou a ditadura de fato nesta área.
Alan Greenspan deveria ter sido despedido há muito tempo, mas nenhum governo eleito podia fazer isto.
Por que nenhuma das medidas estudadas ao longo dos 80 anos, por Harvard, Oxford, Chicago e mais 300 escolas , nem a Brookings Institute e outros think tanks surtiram efeito?
Os Verdadeiros Culpados?
Curioso, a imprensa americana escondeu,mas o Co-Chief Executive Officer da Lehman, o número 2 Riccardo Banchetti era formado em economia, em Roma.
O número 3, Mr. Bhattal era mestre em economia, por Oxford.
O Global Head of Principal Investing, Alex Kirk, era formado em economia, por Oxford.
Hyng Lee, Global Co Head of Fixed Income, era formado em economia por Pensilvânia.
Praticamente, 40% da diretoria eram economistas na Lehman Brothers, com a certeza de que seus modelos dariam certo.
Na Bear Stearns, o Chief Risk Officer, Michel Alix formou-se em economia pela Duke University.
Robert Neff, Deputy Chief Risk Officer, fez economia em Wooster, com a mesma certeza que seus modelos de risco dariam certos.
A Washington Mutual, o primeiro banco comercial que quebrou , seu presidente Alan H. Fishman era formado em economia por Columbia.
Na Sadia, o diretor financeiro, Adriano Lima Ferreira, era formado em economia pela PUC Bahia.
Na Aracruz, o diretor financeiro, Isac Zagury, era formado economia pela PUC RIO.
A VCP, outra empresa que especulou com derivativos, tinha um diretor financeiro formado em Economia, desta vez formado na PUC São Paulo.
Ou seja, nas duas pontas, da oferta e da procura, eram economistas que acreditavam nos mesmos derivativos.
Só que o Valor, publica (9/10/2008) manchete “Previ quer processar administradores da Sadia”, sem mencionar que Ferreira era um economista no exercício ilegal da profissão de administrador financeiro.
Cesar Benjamin acusa na Folha (6/10/2008) o “Capitalismo Administrativo” como o grande responsável.
Hoje, se culpa os “bônus” dos executivos financeiros e os administradores de Banco esquecendo que 80% foram para aqueles que inventaram os derivativos e estavam nos postos chaves que já mencionei.
Durmam com um barulho destes.
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