Como é que você vota para prefeito, governador e presidente da República?
No mais honesto ou naquele que fala melhor?
Ou no melhor administrador, aquele que saberá aplicar as leis deste país, cumprir o orçamento, tocar o dia a dia, aquele com melhor formação em administração?
A maioria das cartilhas da Internet que ensina a votar dá ênfase ao candidato, e não ao partido: “Analise seu passado”, “Avalie suas propostas”, “Analise suas promessas de campanha”. Ninguém sugere que se analise suas qualificações como administrador, se ele já administrou 2000 funcionários, se ele já criou um produto novo, se ele já coordenou um projeto com data certa de término. Não fazemos isto, no máximo escolhemos o Partido, PSDB, PMDB ou PT.
Por isso, nossos partidos são fracos e nossos políticos infiéis.
Escolher um partido requer outros critérios de escolha.
No mínimo alguns conhecimentos de teoria política, que resumidamente irei simplificar, abordando uma única questão.
Uma questão básica, que todo cidadão precisa resolver.
Uma questão para a qual, adianto, não existe resposta feita, nem comprovação científica clara, e por isso acaba sendo uma pergunta ideológica, de fé.
A pergunta crucial é esta: quem, na sua opinião, decide melhor, o Estado ou o indivíduo e sua comunidade?
Quem escolhe melhor nossos médicos, você e os amigos que te aconselham, ou o Ministério da Saúde?
Quem escolhe melhor os professores de nossos filhos, você e os amigos que te aconselham, ou a Secretária e Ministério da Educação?
Quem aplica melhor o seu FGTS, você e os amigos que te aconselham, ou os técnicos do governo?
Quem aplica melhor os recursos do INSS para a aposentadoria, você e os amigos que te aconselham, ou os técnicos do Ministério da Previdência Social?
Se você acha que o Estado decide melhor, que você é um perfeito idiota, então eleja um partido com gente competente, inteligente e honesta que irá decidir e gastar seu dinheiro por você. Mas sequer isto você faz, o que nos leva a declarar que você é de fato um perfeito idiota. Portanto, não reclame se o seu pecúlio no INSS sumiu, como de fato sumiu, se os seus médicos e professores são desmotivados e de péssima qualidade.
Acho que o grande problema não esta no candidato A ou b ou na ineficiência do estado,e sim na coisa chamada “sistema” que infelizmente quem chega lá por melhor que seja, não consegue mudar o “sistema”,acaba fazendo parte ou desistindo.Enquanto não se mudar as leis eleitorais e de estrutura, continuaremos a ouvir o slogan de sempre: vota que muda,será que muda ???
Como sempre, mesmo que publicado em 2002, seus artigos são atualíssimos.
Esse artigo é sensacional!
É dificílimo votar. Na última eleição dediquei em torno de 20 horas investigando para obter informação relevante. As informações são escassas. Tem muita notícia sensacionalista e muito pouco sobre o que os candidatos fizeram em sua carreira. A maioria sequer tem uma carreira que não seja a carreira política. Acabei escolhendo nomes que poucos conhecem e, curiosamente, não elegi ninguém.