Ou seja, 75% dos acidentes ocorre quando existe uma alteração na velocidade.
Exatamente o que você não pode fazer no Vietnã.
Se você parar no meio da rua ou mudar a sua velocidade começando a correr, você será atropelado e causar um strike no resto dos motociclistas.
É na alteração de velocidade que precisamos focar para encontrar uma solução, não
“mais uso de capacetes”,
“mais ética“,
“mais cidadania dos motoristas”, que foram a maioria dos comentários de hoje sobre mais uma morte trágica de uma ciclista.
Capacete minimiza o problema depois de ocorrido, mas não é esta a solução que deveríamos dar ênfase.
Não vou dar a minha solução para este problema, porque hoje não apresento soluções no mesmo artigo que mostro o verdadeiro problema.
O problema que precisamos resolver é como alertar melhor a mudança relativa de velocidade, que atrapalha as previsões que todos que estão em movimento fazem uns dos outros.
Assim poderemos evitar milhares de mortes que estamos causando pela identificação incorreta do problema.
sr kanitz, è um bom administrador; não tente fazer engenheiro de transito: esta dica é falha…
Eu concordo com essa visão, que de tão simples parece absurda. Vejo-a não como a solução para o problema, mas algo que precisa ser levado em consideração. Desde sempre penso que uma das principais causas de acidentes no trânsito é a indecisão. Eu trafego a uma velocidade (ou imponho uma aceleração) constante, sem movimentos bruscos, decidido. Se estou em minha faixa, sigo, independentemente de como o motorista ao lado venha a proceder – claro, observando todos os sinais perceptíveis, – e agir assim nunca me deixou na mão.
Me parece que uma boa parte dos acidentes acontecem após um dos agentes ter ingerido alcool. Devo confiar que um motorista alcoolizado vai “calcular” corretamente onde estarei daqui a 3 segundos? Não, obrigado.
giuseppe,
A dica funciona no Vietna portanto não é falha.
Dizer que é falha ponto final não é argumento.
Já que voce acha que so engenheiros de transito entendem de logistica onde esta a falha ?
Boa parte das mortes de motoqueiros é decido ao fato que temos dois sistemas com velocidades diferentes compartilhando a mesma via.
Um ciclista aos olhos dos motoristas é algo invisível, digo por experiência própria, fui ciclista durante 19 anos e sei. Escapei da morte por estar sempre atenta, nunca usei fone de ouvidos ou qualquer coisa que pudesse me deixar desatenta, a questão da velocidade é pertinente, contanto que todos observem esta regra, portanto conscientização de todos é fundamental.
Stephen, interessante o seu artigo. Eu sou ciclista competitivo de estrada e já fui atropelado umas 4 vezes na minha vida. O acidente mais sério foi em uma curva, onde o motorista veio na contra mao, eu fui desviar e ele foi para o mesmo lado: me quebrei todo. Bem, sua teoria faz sentido, aqui perto de casa (Região da Savassi em BH) existe um cruzamento muito movimentado onde não existe sinal para pedestres mas existe uma placa dizendo “Cruzamento com preferência para pedestres”. O resultado normalmente é péssimo porque o pedestre para sempre para atravessar e os carros passam. Normalmente, quando passo por ali, eu simplesmente atravesso a rua, os carros param, buzinam, xingam e tudo que faço é apontar a placa. Quando eu morava nos EUA, isso não era necessário, quando eu colocava o pé na rua para atravessar, todos os carros já tinham parado. Aqui no Brasil, precisamos de uma mudança cultural que é difícil mas não impossível de acontecer. E essa mudança não se resume a isso não!
Kanitz, você matou a charada!
Aqui em Uberlândia-MG, o índice com acidentes de motos é alto e justamente por eles terem velocidade não constante. Tem o que andam certinho também…
Quando abrem o sinal, eles saem arrancando em alta velocidade, não dando tempo para outros atravessarem a via. E também sempre andam além do limite permitido para a via.
Consequência: muitos acidentes e 10 mortes mensais.
Acho que não é a velocidade constante que torna o trânsito menos violento no Vietnã. Em primeiro lugar, você tem que levar em conta que a proporcão de motos (ou veículos em geral) por habitante nos EUA é muito maior. Óbvio que a proporcão de acidentes será maior também.
Em segundo lugar, a qualidade das vias e a concentracão de pessoas na maioria das cidades em países asiáticos é muito maior, o que torna impossível andar em alta velocidade em várias partes delas. A velocidade menor, e não a constância, que torna as consequências dos acidentes por lá menos graves. É o motivo, por exemplo, de vários países na Europa diminuírem ainda mais o limite de velocidade nos centros urbanos.
Tentei procurar rapidamente mas não encontrei. Adoraria encontrar estatísticas do número de acidentes de trânsito por habitante (independente de haver feridos ou não) em cada país.
Duas coisas são inegáveis:
1. O problema é grave. As taxas de mortalidade são comparáveis às de uma guerra. E os mortos são jovens sadios.
2. O fenômeno motocicletas é um caminho sem volta em um país com as nossas características: independência e mobilidade, baixo custo, país sem neve.
Ele mereceria muita atenção dos administradores públicos.
A previsibilidade contribui muito para a segurança no trânsito. Já tive uma acidente com bicicleta por indecisão do pedestre, ele desistiu de atravessar a rua por causa de um carro e voltou repentinamente, portanto, não houve tempo para desviar e colidi com ele.
Fodástico post, isso sim é solução e tudo o que disse é real. Obrigado por estas palavras…abçs
A velocidade é um dos principais fatores para a ocorrência ou não de um acidente. A constância dessa velocidade é importante, mas mais importante ainda é a constância de uma velocidade moderada. Caso do Vietnã, India, etc. Quanto maior a velocidade máxima maior a dificuldade de alcançar essa constância, devido ao comportamento heterogêneo dos motoristas.
Enfim, não há solução única, mágica. Mas estou ansioso pela sua sugestão.
A velocidade é um dos principais fatores para a ocorrência ou não de um acidente. A constância dessa velocidade é importante, mas mais importante ainda é a constância de uma velocidade moderada. Caso do Vietnã, India, etc. Quanto maior a velocidade máxima maior a dificuldade de alcançar essa constância, devido ao comportamento heterogêneo dos motoristas.
Enfim, não há solução única, mágica. Mas estou ansioso pela sua sugestão.