Estados que entram em colapso administrativo raramente conseguem sair dessa queda livre.
As pessoas de bem, as que produzem, empreendem, empregam, administram eficientemente seus negócios mudam para outros estados seguros e bem administrados.
Perdem seus contatos e estruturas de negócios tornando a mudança definitiva. De-fi-ni-ti-va.
Tentar reverter estimulando novos empreendedores de estados vizinhos a assumirem esses lugares é perda de tempo, o risco é muito maior para desconhecidos.
Achar, como acha o BNDES, que vizinhos vão investir capital e arriscar tudo numa situação caótica é ingenuidade, é acreditar demais em Adam Smith.
65% da economia do Rio são Serviços, notadamente Turismo, ponto de chegada de 40% dos turistas do país.
É assustador que ninguém tenha alertado que uma Intervenção Federal no Rio deverá reduzir essa receita para zero, piorando ainda mais a situação.
Outra parte significativa é o setor Bancário, Unibanco, Banco Pactual, Fonte Cidam, Fundos de Pensão, Hedge Funds de especuladores financeiros e não de industriais que empregam pessoas menos qualificadas.
A indústria no Rio de Janeiro representa somente 11% do seu PIB.
Por isso 50% da sua exportação é mineração de petróleo, e não produtos fabricados. Exportamos matérias primas há 500 anos?
Por isso o Rio é pobre e tem produtividade baixa. O sucesso é restrito a poucos indivíduos, como famosos advogados, artistas e economistas, mas não de empresas com mais de 10.000 empregados.
Um estado onde quem fica rico são os seus banqueiros, gestores de Hedge Funds, artistas da Globo, e só.
A maioria da população, não tendo nem esperança de emprego, volta-se para o crime, e ao contrário de São Paulo é um crime desorganizado que mata o hospedeiro.
O que resolve o problema é emprego. O que o Rio precisa é de empregadores, empreendedores, administradores, gerentes, supervisores, justamente a classe demonizada por 50 anos pela Globo e pela esquerda carioca em verso e prosa.