A Função do Presidente de Uma Empresa

A função do cargo de Presidente, seja de uma empresa, seja de uma nação, é pensar grande, pensar no todo.

Infelizmente no Brasil, temos uma visão equivocada ou melhor atrasada da função do administrador, que muitos confundem com a de gestor, termo ainda muito usado no Brasil.

Gestor era aquele que fazia gestos, gesticulava e apontava quem deveria fazer o que. Rima com Feitor.

Administrar, para esta linha de pensamento, era dar ordens.

“Empregados” não tinham uma função, não eram do RH ou do Departamento de Finanças, como em Administração.

“Empregado” era empregado para obedecer as ordens do Gestores, justamente em troca de um “emprego”.

Administração não é nada disto.

Administração é criar um sistema operacional de tal forma que a empresa ande sozinha.

Sem que precisemos dar ordem alguma.

Não somos Gestores, somos talvez Supervisores, fazendo nada, até que um problema surja que necessite da nossa atuação.

Para a Teoria da Gestão, o Presidente da Empresa é o dirigente supremo.

Ele é quem decide tudo. Tudo passa pela mão dele. É a visão do Empresário, da Gestão Familiar. “O Olho do Dono é que engorda o Gado”.

Ser Presidente, na visão da Teoria da Administração, é olhar para fora da empresa.

É cuidar do todo, das relações com a sociedade, governo, cuidar de alianças estratégicas, da expansão da empresa, com as vendas no exterior.

O Presidente Administrador tem tempo para isto, porque a empresa, lembre-se, anda sozinha.

5 Comments on A Função do Presidente de Uma Empresa

  1. Curiosamente as pessoas cobram exatamente o oposto da Presidente. A maioria reclama da Dilma, quando se fala em passagens, incêndios em boates, violência urbana e até corrupção na polícia militar. Tudo é culpa da Dilma. Chega a ser engraçado, mas, ao mesmo tempo, não tendo criado uma estrutura eficiente, é de se esperar que isso aconteça.

    • Mara,
      Essa tendência dos brasileiros em jogar a culpa nos governantes por tudo de ruim ou errado que acontece é fruto de dois fatores, basicamente: a) herança da tradicional administração portuguesa, por sinal de péssima qualidade, como se pode observar pelo estado lamentável em que se encontra Portugal, administração essa que sempre se preocupou com os detalhes, fazendo “micro-management” e criando uma burocracia inacreditável em nossas vidas; e b) o complexo de “nanny state”, hoje uma praga mundial, onde se observa que o governo mete o bedelho em tudo. E, se mete o bedelho em tudo, então passa a ser responsável por tudo e, assim, vai criando uma nação de incompetentes, incapazes de resolverem seus problemas por si mesmos, prontos a reclamar de tudo e de todos.

  2. Creio que a realidade de administração do nosso país seja: pelo sistema atual, o executivo somente consegue “gerir” sob o consentimento do legislativo. Desta forma, acredito que qualquer que for eleito deverá efetuar a distribuição de cargos para conseguir governar. Lembremos daquele artigo dos mais de 5.000 mensalões que ainda existem no Brasil.
    Privatizaram todas empresas brasileiras sob o argumento de eliminar cabides de emprego, mas criaram quase meia centena de ministérios para justamente substituir os cabides.
    Pergunto: será que há alguma opção disponível, sem necessitar reformular a constituição para que o executivo possa administrar?
    obrigado

  3. A Dilma tem o estilo centralizador dos gestores competentes.

    Este estilo centralizador transforma a administração em um processo mais
    lento. O verdadeiro líder sabe trabalhar com pessoas. Sabe administrar
    egos e também formar a melhor equipe.Dessa forma sobra mais tempo para o Administrador se envolver em projetos mais ambiciosos.

  4. Caro Stephen Kanitz, considero o seu artigo no mínimo sensacional! O grande problema das instituições brasileiras é usar essa palavra que virou modinha nos corredores da empresa, o tal “gestor”. Sou em defesa que Administrar é para Administradores. Parabéns pelas sábias colocações.

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